PADRONIZAÇÃO ESTRATÉGICA DE OPME EM UMA OPERADORA DE SAÚDE

Autores

  • Patrícia Karina Silva de Aquino USP/Esalq
  • Bruno Andrade Costa USP/Esalq
  • Rafael Guem Murakami Faculdade Flamingo

Palavras-chave:

Custos em saúde, Dispositivos médicos, OPME, Padronização

Resumo

O Brasil está entre os maiores mercados de planos de saúde em todo o mundo, no entanto, fatores como envelhecimento da população, predominância de doenças degenerativas e a rapidez com que novas tecnologias surgem no mercado, explicam um cenário onde o uso racional dos serviços, insumos e tecnologias seja algo tão difícil. Aliando-se estes fatores aos altos custos do processo há um grande desafio a ser superado. Além disto, é necessário lidar com os diferentes interesses dos stakeholders (médicos, pacientes, órgãos reguladores, indústrias e distribuidores) que transformam qualquer projeto ou ação relacionada a esta realidade em algo muito mais complexo. A padronização estratégica de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) foi realizada em uma operadora de saúde, utilizando-se a qualidade e a sustentabilidade econômica como pilares fundamentais, além da utilização de ferramentas de gestão que atribuíram excelência ao projeto. Indicadores de qualidade demonstraram melhorias, tendo sido reduzidas as inconformidades. Economicamente, os resultados demonstraram uma redução de custos de 7%, no período em que a Variação de Custo Médio Hospitalar (VCMH) apresentou alta de 17,3%. A eficiência da padronização alcançou 83% do volume dos materiais utilizados. De acordo com o Prince2, um projeto é considerado de sucesso quando atende a necessidade de negócio que foi a base da justificativa do business case. Conclui-se que o projeto agregou valor à operadora de saúde, não só pela melhoria de qualidade, mas também, em suprir a necessidade de controle dos gastos com uma classe específica de materiais para a saúde.

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Publicado

2021-02-16