O AUMENTO DA RESISTÊNCIA BACTERIANA AO ANTIBIÓTICO PENICILINA

Autores

  • Joana Carolina de Souza
  • Bruno Andrade Costa Ajes

Palavras-chave:

Resistência bacteriana, Penicilina, Antimicrobiano, Farmacoterapia

Resumo

A busca constante por melhorias na saúde e o aumento da espectativa de vida das pessoas sempre esteve presente desde o início da humanidade. Contudo, a descoberta do primeiro antimicrobiano foi a Penicilina no ano de 1928. Desde então, a Penicilina tem revolucionado em muitos aspectos, principalmente por proporcionar a cura de doenças até então incuráveis como por exemplo a sífilis, gonoreia, meningites e endocardites bacterianas dentre muitas outras e até mesmo dando origem a outros antimicrobianos. Diante do presuposto, este trabalho teve como objetivo  compreender o que tem ocasionado a resistência bacteriana frente ao antimicrobiano Penicilina, descrevendo também a sua importância, bem como sobre o valor do farmacêutico no processo de tratamento. A pergunta norteadora foi: quais os motivos que justificam o aumento da resistência à penicilina? Foram realizadadas buscas através do levantamento de dados a partir de pesquisas em documentos de artigos, teses, dissertações que estavam disponíveis e completas nas seguintes bases de dados: Biblioteca Eletrônica Científica Online (Scielo), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Biblioteca Nacional de Medicina (PubMed). Essa pesquisa foi realizada entre os anos de 2017 a 2021. Como resultados foram encontrados oito estudos que concluem para evidências de que os fatores relacionados ao aumento da resistência microbiana frente à Penicilina são: uso inadequado da medicação, falta de avaliação de suscetibilidade do microrganismo, uso prolongado da medicação e uso interrompido com dificuldade de adesão ao tratamento completo. Portanto foi possível concluir que o aumento da resistência microbiana à Penicilina pode ser melhor explicado e ocasionado por fatores como uso indiscriminado do antimicrobiano, a não identificação da susceptibilidade do micro-organismo e tratamentos incompletos.

Biografia do Autor

Bruno Andrade Costa, Ajes

Possuo graduação em Farmácia Análises Clínicas e Toxicológicas pela Universidade José do Rosário Vellano - UNIFENAS (2006); Especialização em Farmacologia Clínica pela Faculdade Oswaldo Cruz - FOC (2010); Especialização em Docência no Ensino Superior no Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU (2019); Mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Molecular) pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP (2014) e Doutorado em Ciências Biológicas (Biologia Molecular) pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP (2019). Atualmente estou cursando especialização em Dermatologia e Estética na Faculdade Noroeste do Mato Grosso (AJES); cursando especialização em Tecnologias em Educação a Distância na Faculdade Noroeste do Mato Grosso (AJES); cursando especialização em Tutoria em Educação a Distância na Faculdade Noroeste do Mato Grosso (AJES) e Acupuntura na Faculdade Venda nova do Imigrante (FAVENI). Possuo experiências em diversas áreas como: farmacêutico responsável técnico em drogaria, distribuidora e exportadora de cosméticos, farmacêutico hospitalar e clínico hospitalar, laboratório de análises clínicas, docência no ensino superior (graduação e pós-graduação) e pesquisa básica nas seguintes áreas: Farmacologia e Microbiologia, atuando principalmente nos compostos naturais derivados de animais, com ênfase no estudo de toxinas para o desenvolvimento de fármacos. Imunologia e Biologia Celular com ênfase em imunologia de tumores, terapia gênica, angiogênese e anti-angiogênese. Desde o ano de 2019 atuo como orientador dos cursos do MBA USP/Esalq. Atuo também como coordenador no curso superior de bacharelado em Farmácia da Faculdade Noroeste do Mato Grosso (AJES), docente nos cursos superiores na área da saúde e responsável técnico pelo laboratório de análises clínicas da faculdade.

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Publicado

2023-12-29